24 de jan. de 2009

Vento na janela

A janela está aberta ansiosa para ver voce passar.

Ela te espera.

Eu te espero.

Espero deitada sobre as cobertas.

 

Nua.

 

A pele branca. Os cabelos negros. O edredom vermelho.

Os olhos fechados, imersos na frágil ilusão.

Oh, sim, eu espero.

Espero pelo vento frio que entrará pela janela com voce cavalgando-o.

Voce pode domar o vento cortante que me faz tremer.

 

Então voce entra em meu quarto enquanto o incenso queima.

Enquanto as velas queimam.

Voce passa pela janela, pousa suavemente no chão.

Desvia dos ursinhos de pelúcia.

Observa.

Voce observa meu peito subir e descer lentamente.

Observa meu semblante adormecido.

Observa minhas curvas.

...

 

Devora-me subitamente.

Voce me toma em seus braços.

Tapa minha boca com uma das mãos para sufocar o grito e parte da respiração.

Me segura com seus braços fortes.

Vira.

Joga.

Torna a virar.

Usa.

Abusa.

Possui.

 

Voce morde meu pescoço e meus seios.

Penetra-me com força e rapidez.

Manda que eu finja voltar a dormir.

É impossível.

E voce goza no meu rosto enquanto eu tento permanecer imóvel.

 

A janela, satisfeita, fecha-se num sussurro.

Voce adormece ao meu lado.

É hora do meu prazer.

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