A janela está aberta ansiosa para ver voce passar.
Ela te espera.
Eu te espero.
Espero deitada sobre as cobertas.
Nua.
A pele branca. Os cabelos negros. O edredom vermelho.
Os olhos fechados, imersos na frágil ilusão.
Oh, sim, eu espero.
Espero pelo vento frio que entrará pela janela com voce cavalgando-o.
Voce pode domar o vento cortante que me faz tremer.
Então voce entra em meu quarto enquanto o incenso queima.
Enquanto as velas queimam.
Voce passa pela janela, pousa suavemente no chão.
Desvia dos ursinhos de pelúcia.
Observa.
Voce observa meu peito subir e descer lentamente.
Observa meu semblante adormecido.
Observa minhas curvas.
...
Devora-me subitamente.
Voce me toma em seus braços.
Tapa minha boca com uma das mãos para sufocar o grito e parte da respiração.
Me segura com seus braços fortes.
Vira.
Joga.
Torna a virar.
Usa.
Abusa.
Possui.
Voce morde meu pescoço e meus seios.
Penetra-me com força e rapidez.
Manda que eu finja voltar a dormir.
É impossível.
E voce goza no meu rosto enquanto eu tento permanecer imóvel.
A janela, satisfeita, fecha-se num sussurro.
Voce adormece ao meu lado.
É hora do meu prazer.
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